MAUS: Capítulos 7 e 8
No capítulo
7, Mala abandona Vladek, então Artie e Françoise vão visita-lo no Chalé. Vladek
deseja que eles fiquem o verão inteiro, mas eles não querem. Artie encontra a
vizinha, Sra. Karp que conta alguns problemas do pai de Artie, e o marido dela
quando ouve a voz de Françoise pergunta para Artie se a mulher dele é judia
mostrando irritação. Nessa cena eu senti desconforto porque mesmo depois de
todo o tempo depois da guerra, o sofrimento dos judeus, o preconceito
continuou.
Depois, Artie vai caminhar com seu pai e ele volta a contar a história de Auschwitz, e diz que quando levaram os judeus lá era pra trabalhar, e não para morrer ainda. Deram os uniformes e Vladek havia encontrando lá o primo que havia dito que a Hungria era segura, Abraham, sobrinho de Mandelbaun. Abraham contou que foi forçado pela Gestapo a escrever as cartas que diziam aos judeus que a rota até a Hungria era segura. Os judeus ficam então sob a supervisão de um cruel Kapo polonês que submete os cativos a todo tipo de violência e maus-tratos.
Depois, Artie vai caminhar com seu pai e ele volta a contar a história de Auschwitz, e diz que quando levaram os judeus lá era pra trabalhar, e não para morrer ainda. Deram os uniformes e Vladek havia encontrando lá o primo que havia dito que a Hungria era segura, Abraham, sobrinho de Mandelbaun. Abraham contou que foi forçado pela Gestapo a escrever as cartas que diziam aos judeus que a rota até a Hungria era segura. Os judeus ficam então sob a supervisão de um cruel Kapo polonês que submete os cativos a todo tipo de violência e maus-tratos.
Um padre conversou com Vladek e o inspirou, então este
começou a acreditar e ter vida de novo, e eu achei essa atitude muito bonita de
um padre, no meio de tudo, ainda se preocupar com os outros e demonstrar
compaixão.
![]() |
Cena do livro MAUS, página 188.
|
O
amigo de Vladek, Mandelbaum estava com muitos problemas, já que seu uniforme e
sapato não serviam, e Vladek teve que dividir cama com o mesmo.
Kapo, capataz, acabou contratando Vladek para ensina-lo inglês, que começou a receber comida e um bom uniforme. Ele também levou o que
Kapo, capataz, acabou contratando Vladek para ensina-lo inglês, que começou a receber comida e um bom uniforme. Ele também levou o que
Mandelbaum
precisava, e eu achei uma atitude muito bonita, assim como a do padre tinha
sido com o Vladek.
No
presente, Artie e seu pai entram num hotel chamado Hotel dos Pinheiros e
Vladek diz que sempre se misturava aos hóspedes desse hotel para usufruir de
algumas mordomias.
No capítulo 8, é anunciada a morte de Vladek por ataque cardíaco em 82, e o suícidio da mãe em de Artie em 68, o que me chateou muito pois já estávamos cativados por Vladek, estávamos nos sentindo próximos da família dele e sentimos um pouco da dor de Artie. Ele também conta do começo do sucesso do livro e gravidez de Françoise durante uma entrevista, e acaba se sentindo uma criança de novo porque não se achava responsável.
Em seguida, Artie vai ao psicólogo que o diagnostica com depressão e diz que era provável que Artie sentia remorso por seu pai, como e tivesse o exposto ao ridículo. O psicólogo, sobrevivente do holocausto, ajuda Artie a conseguir visualizar Auschwitz para desenhar a funilaria que o pai tinha começado a trabalhar por ordens de Kapo, onde o líder era um judeu comunista.
Vladek também começou a comerciar com poloneses contratados para trabalhar, que tinham alimentos de granjas, e até deu um queijo de presente para o líder Vidl para que ele não o prejudicasse.
Enquanto isso, Anja estava em Birkenau (Auschwitz II), a 3km de distância, que era um local para 'esperar a morte', e quando li isso, fiquei muito triste porque os dois realmente se amavam e foram separados, além de sentir a dor de Vladek por saber que sua amada iria morrer antes de poder ou conseguir vê-la novamente. Mas, pelo menos, conseguiam trocar cartas pela húngara Mancie, e isso me deixou um pouco mais feliz, e acreditei que a atitude de Mancie de se arriscar por um amor foi muito bonita. Anja, fraca, era obrigada a levar sopa e sempre derrubava, mas mantinham ela no trabalho e mais uma vez fica perceptível quanto os soldados eram cruéis, ainda menos com as mulheres, porque se os homens fizessem isso, seriam espancados.
No capítulo 8, é anunciada a morte de Vladek por ataque cardíaco em 82, e o suícidio da mãe em de Artie em 68, o que me chateou muito pois já estávamos cativados por Vladek, estávamos nos sentindo próximos da família dele e sentimos um pouco da dor de Artie. Ele também conta do começo do sucesso do livro e gravidez de Françoise durante uma entrevista, e acaba se sentindo uma criança de novo porque não se achava responsável.
Em seguida, Artie vai ao psicólogo que o diagnostica com depressão e diz que era provável que Artie sentia remorso por seu pai, como e tivesse o exposto ao ridículo. O psicólogo, sobrevivente do holocausto, ajuda Artie a conseguir visualizar Auschwitz para desenhar a funilaria que o pai tinha começado a trabalhar por ordens de Kapo, onde o líder era um judeu comunista.
Vladek também começou a comerciar com poloneses contratados para trabalhar, que tinham alimentos de granjas, e até deu um queijo de presente para o líder Vidl para que ele não o prejudicasse.
Enquanto isso, Anja estava em Birkenau (Auschwitz II), a 3km de distância, que era um local para 'esperar a morte', e quando li isso, fiquei muito triste porque os dois realmente se amavam e foram separados, além de sentir a dor de Vladek por saber que sua amada iria morrer antes de poder ou conseguir vê-la novamente. Mas, pelo menos, conseguiam trocar cartas pela húngara Mancie, e isso me deixou um pouco mais feliz, e acreditei que a atitude de Mancie de se arriscar por um amor foi muito bonita. Anja, fraca, era obrigada a levar sopa e sempre derrubava, mas mantinham ela no trabalho e mais uma vez fica perceptível quanto os soldados eram cruéis, ainda menos com as mulheres, porque se os homens fizessem isso, seriam espancados.
No
verão de 44, Vladek foi com o grupo de funileiros
fazer um trabalho em Birkenau e viu Anja e deu comida a ela. Num outro dia, um
soldado havia visto eles conversando e espancou Vladek pois não era lugar para
namorar, e eu fiquei com muita pena dele, pois ele se arriscou pela mulher que
amava e acabou sendo espancado.
Vladek pediu a Kapo para ser sapateiro, e conseguiu. Ganhava artigos de Gestapo
e seus amigos quando concertava os sapatos, e os dividia com Kapo para ser
simpático e continuar vivo.
No pavilhão de Anja, a Kapo era muito cruel, mas depois que Anja recebeu um bilhete de Vladek havia virado sapateiro, falou para sua Kapo mandar as botas para ele concertar, e como fez um bom trabalho, Anja passou a ser tratada de um modo melhor. Nessa cena, fica muito claro percebermos que os soldados só não são agressivos com quem tem algo a oferecer para eles, numa relação de interesse.
Vladek conseguiu artigos suficiente para que Anja conseguisse ir para Auschwitz num pavilhão novo, e eles se viam. Só que Anja fugiu da Kapo quando foi vista com Vladek, mas não foi denunciada por outras, o que foi uma atitude interessante vindo das outras, como se estivessem sentindo o mesmo que Anja.
Um tempo depois, Vladek perdeu o emprego perto de Anja e a oficina fechou e ele tinha que levar pedras de um lado para o outro ou trabalhava de arrumador de camas. Como estava magro, durante a selektion se escondeu no banheiro e fiquei aliviada que ele não havia sido encontrado.
Artie lembra de quando estava com seu pai, da história que ouviu sobre o trabalho de funileiro quando foram numa câmara de gás para desmontar, e a câmara foi descrevida detalhadamente no livro. Lendo, eu me senti horrorizada, pois tudo que aconteceu naquele lugar... tantas vítimas, os funileiros separando os corpos com dedos quebrados de tentar fugir, os fornos.
Depois o pai também contou da criação dos poços crematórios já que os fornos não eram mais suficiente. Era jogado gasolina nos mortos e nos vivos que não haviam ido para o campo de concentração e eram todos queimados. Pensando nessa cena, me emocionei muito porque pensei como alguém é capaz de tamanha crueldade com a outra pessoa, que deveria ter os mesmo direitos que todos, pois acima de tudo, é uma pessoa assim como você, independente da religião que a mesma escolheu seguir.
No pavilhão de Anja, a Kapo era muito cruel, mas depois que Anja recebeu um bilhete de Vladek havia virado sapateiro, falou para sua Kapo mandar as botas para ele concertar, e como fez um bom trabalho, Anja passou a ser tratada de um modo melhor. Nessa cena, fica muito claro percebermos que os soldados só não são agressivos com quem tem algo a oferecer para eles, numa relação de interesse.
Vladek conseguiu artigos suficiente para que Anja conseguisse ir para Auschwitz num pavilhão novo, e eles se viam. Só que Anja fugiu da Kapo quando foi vista com Vladek, mas não foi denunciada por outras, o que foi uma atitude interessante vindo das outras, como se estivessem sentindo o mesmo que Anja.
Um tempo depois, Vladek perdeu o emprego perto de Anja e a oficina fechou e ele tinha que levar pedras de um lado para o outro ou trabalhava de arrumador de camas. Como estava magro, durante a selektion se escondeu no banheiro e fiquei aliviada que ele não havia sido encontrado.
Artie lembra de quando estava com seu pai, da história que ouviu sobre o trabalho de funileiro quando foram numa câmara de gás para desmontar, e a câmara foi descrevida detalhadamente no livro. Lendo, eu me senti horrorizada, pois tudo que aconteceu naquele lugar... tantas vítimas, os funileiros separando os corpos com dedos quebrados de tentar fugir, os fornos.
Depois o pai também contou da criação dos poços crematórios já que os fornos não eram mais suficiente. Era jogado gasolina nos mortos e nos vivos que não haviam ido para o campo de concentração e eram todos queimados. Pensando nessa cena, me emocionei muito porque pensei como alguém é capaz de tamanha crueldade com a outra pessoa, que deveria ter os mesmo direitos que todos, pois acima de tudo, é uma pessoa assim como você, independente da religião que a mesma escolheu seguir.
![]() |
Poços crematórios, Auschwitz.
Fonte: https://dts4h52y4acn7.cloudfront.net/0060000016341005B524CFB7325BEC53f.png
|
Curiosidades:
Nesses capítulos, Artie fala do sucesso
do livro MAUS e o que muitos não sabem é que ...
MAUS é a única história em quadrinhos a
receber o Prêmio Pulitzer.
1 - O Prêmio Pulitzer foi criado em
1917. Possui 21 categorias jornalística. A administração do prêmio cabe à
Universidade Columbia, de Nova,York, e é o mais importante e respeitado do
jornalismo dos Estados Unidos e é anunciado sempre no mês de abril. Foi
dedicado, pela primeira vez em 1992 a uma história em quadrinhos (MAUS) criando
uma discussão até hoje sobre a Graphic novel como estilo jornalístico.
2 - No filme “O Menino do Pijama
Listrado“, um questionamento do protagonista é o porquê que os prisioneiros do
campo (conhecidos como fazendeiros para o menino) usam uniformes listrados.
Durante o filme a explicação surge juntamente, com cenas do campo de
concentração e o período da guerra. Para entendermos melhor o holocausto e o
uniforme listrado o aconselhamos.
3 - Artie também escreveu livros como,
A sombra das torres ausentes (onde faz uma crítica mordaz ao governo Bush e à
paranóia que tomou conta dos Estados Unidos após o 11 de Setembro).
Fontes:
https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=11733
http://www.infoescola.com/literatura/premio-pulitzer/ http://www.saraivaconteudo.com.br/Materias/Post/43951
https://www.companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=01933
http://washingtonmadreiva.blogspot.com.br/2011/06/o-menino-do-pijama-listrado-9-ano.htm



Comentários
Postar um comentário